segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que é bullying?


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Bullying é uma situação que se caracteriza por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo bullying tem origem na palavra inglesa bully, que significa valentão, brigão. Mesmo sem uma denominação em português, é entendido como ameaça, tirania, opressão, intimidação, humilhação e maltrato.

"É uma das formas de violência que mais cresce no mundo", afirma Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868 ). Segundo a especialista, o bullying pode ocorrer em qualquer contexto social, como escolas, universidades, famílias, vizinhança e locais de trabalho. O que, à primeira vista, pode parecer um simples apelido inofensivo pode afetar emocional e fisicamente o alvo da ofensa.
Além de um possível isolamento ou queda do rendimento escolar, crianças e adolescentes que passam por humilhações racistas, difamatórias ou separatistas podesm apresentar doenças psicossomáticas e sofrer de algum tipo de trauma que influencie traços da personalidade. Em alguns casos extremos, o bullying chega a afetar o estado emocional do jovem de tal maneira que ele opte por soluções trágicas, como o suicídio.

O que leva o autor do bullying a praticá-lo?


Querer ser mais popular, sentir-se poderoso e obter uma boa imagem de si mesmo. Isso tudo leva o autor do bullying a atingir o colega com repetidas humilhações ou depreciações. É uma pessoa que não aprendeu a transformar sua raiva em diálogo e para quem o sofrimento do outro não é motivo para ele deixar de agir. Pelo contrário, sente-se satisfeito com a opressão do agredido, supondo ou antecipando quão dolorosa será aquela crueldade vivida pela vítima.

''O autor não é assim apenas na escola. Normalmente ele tem uma relação familiar na qual tudo se resolve pela violência verbal ou física e ele reproduz isso no ambiente escolar'', explica o médico pediatra Lauro Monteiro Filho, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia).
Sozinha, a escola não consegue resolver o problema, mas é normalmente nesse ambiente que se demonstram os primeiros sinais de um praticante de bullying. "A tendência é que ele seja assim por toda a vida, a menos que seja tratado", diz.


O espectador também participa do bullying?

Sim. O espectador é um personagem fundamental no bullying. É comum pensar que há apenas dois envolvidos no conflito: o autor e o alvo. Mas os especialistas alertam para um terceiro personagem responsável pela continuidade do conflito.
O espectador típico é uma testemunha dos fatos, pois não sai em defesa da vítima nem se junta aos autores. Quando recebe uma mensagem, não repassa. Essa atitude passiva pode ocorrer por medo de também ser alvo de ataques ou por falta de iniciativa para tomar partido.

Os que atuam como plateia ativa ou como torcida, reforçando a agressão, rindo ou dizendo palavras de incentivo também são considerados espectadores. Eles retransmitem imagens ou fofocas. Geralmente, estão acostumados com a prática, encarando-a como natural dentro do ambiente escolar. ''O espectador se fecha aos relacionamentos, se exclui porque ele acha que pode sofrer também no futuro.
Se for pela internet, por exemplo, ele ‘apenas’ repassa a informação. Mas isso o torna um coautor'', explica a pesquisadora Cléo Fante, educadora e autora do livro Fenômeno Bullying: Como Prevenir a Violência nas Escolas e Educar para a Paz (224 págs., Ed. Verus, tel. (19) 4009-6868).



 Como identificar o alvo do bullying?


O alvo costuma ser uma criança com baixa autoestima e retraída tanto na escola quanto no lar. ''Por essas características, é difícil esse jovem conseguir reagir'', afirma o pediatra Lauro Monteiro Filho. Aí é que entra a questão da repetição no bullying, pois se o aluno procura ajuda, a tendência é que a provocação cesse.

Além dos traços psicológicos, os alvos desse tipo de violência costumam apresentar particularidades físicas. As agressões podem ainda abordar aspectos culturais, étnicos e religiosos.
"Também pode ocorrer com um novato ou com uma menina bonita, que acaba sendo perseguida pelas colegas", exemplifica Guilherme Schelb, procurador da República e autor do livro Violência e Criminalidade Infanto-Juvenil (164 págs., Thesaurus Editora tel ).

Quais são as consequências para o aluno que é alvo de bullying?
 
O aluno que sofre bullying, principalmente quando não pede ajuda, enfrenta medo e vergonha de ir à escola. Pode querer abandonar os estudos, não se achar bom para integrar o grupo e apresentar baixo rendimento.
Uma pesquisa da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia) revela que 41,6% das vítimas nunca procuraram ajuda ou falaram sobre o problema, nem mesmo com os colegas.

As vítimas chegam a concordar com a agressão, de acordo com Luciene Tognetta, doutora em Psicologia Escolar e pesquisadora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinhas (Unicamp). O discurso deles segue no seguinte sentido: "Se sou gorda, por que vou dizer o contrário?"
Aqueles que conseguem reagir podem alternar momentos de ansiedade e agressividade. Para mostrar que não são covardes ou quando percebem que seus agressores ficaram impunes, os alvos podem escolher outras pessoas mais indefesas e passam a provocá-las, tornando-se alvo e agressor ao mesmo tempo.



PROJETO BULLYING ESCOLAR:



“O enfrentamento do Bullying, além de ser uma medida disciplinar, também é um gesto cidadão tremendamente educativo, pois prepara os alunos para a aceitação, o respeito e a convivência com as diferenças.”
Içami Tiba






AURORA DO TOCANTINS – TO
AGOSTO – 2011





1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO:

Tema: Bullying Escolar: Respeito é bom e eu gosto.

Período de execução: Agosto de 2011 a Dezembro de 2012

Público Alvo: Pais, Alunos e professores do 1º ao 5º ano



 2. APRESENTAÇÃO:

Bullying significa: humilhar, intimidar, ofender, agredir. O que para muitos é considerado "normal", coisa de criança e de adolescente é, na verdade, bullying - palavra em inglês que é usada com o sentido de zoar, gozar, tiranizar, ameaçar, intimidar, humilhar, isolar, perseguir, ignorar, ofender, bater, ferir, discriminar e colocar apelidos maldosos.
A gravidade é que esse padrão de comportamento está longe de ser inocente. Trata-se, na verdade, de um distúrbio que se caracteriza por agressões físicas e morais repetitivas, levando a vítima ao isolamento, à queda do rendimento escolar, a alterações emocionais e à depressão.
Nenhuma escola pode ignorar tal ocorrência, comumente perceptível em seus domínios. Cabe à escola coibir atitudes agressivas, protegendo tanto os agressores quanto os agredidos. De fato, ambos, agressores e agredidos, apresentam problemas psicológicos que, caso não tratados, podem explodir desastrosamente. O assédio moral e físico é intenso, deixando a vítima constrangida e assustada.
Para que se possam desenvolver estratégias de intervenção e prevenção ao bullying, é fundamental que a comunidade escolar esteja consciente da sua existência, e das conseqüências advindas deste tipo de comportamento. Sensibilizar todos os envolvidos na redução do comportamento bullying é imprescindível, já que o fenômeno é complexo e de difícil identificação, principalmente por manifestar-se de maneira sutil, implícita, e com a imposição do silêncio.


3. JUSTIFICATIVA


Nota- se que cada vez mais os alunos demonstram comportamentos e atitudes agressivos, ferindo tanto a integridade física, quanto psicológica de colegas e professores. Por esse motivo, faz- se necessária a intervenção no sentido de buscar alternativas para compreender e modificar essa situação.
Com esse projeto buscamos desenvolver no aluno o conhecimento e a reflexão sobre a existência do fenômeno bullying e suas conseqüências, para que eles aprendam quais são as atitudes que favorecem o desenvolvimento do comportamento bullying e como evitá-lo, a fim de transformar a escola num ambiente pacífico que estimule o bom relacionamento sócio-educacional, pois somente este conhecimento pode despertar no aluno a consciência crítica e o poder de transformar.


4. OBJETIVO GERAL

Ø  Informar e orientar sobre o fenômeno Bullying;
Ø  Coibir toda forma de violência na escola, criando assim um ambiente de paz e respeito às diferenças individuais.


5. OBJETIVOS ESPECÍFICOS


Ø  Conhecer o fenômeno bullying, refletindo sobre suas conseqüências na vida dos alunos.
Ø  Divulgar o conceito de bullying não só no ambiente escolar e familiar, mas também para a sociedade.
Ø  Diminuir o grau de agressividade no relacionamento entre os alunos;
Ø  Trabalhar com os alunos a identidade de cada um visando acabar com os apelidos pejorativos;
Ø  Resgatar valores necessários à convivência, valorizando o respeito ao próximo e a si mesmo.
Ø  Oferecer atividades que trabalhem valores como respeito, tolerância, e temperança;
Ø  Ensinar os alunos a conviver com as diferenças.
Ø  Promover debates sobre as várias formas de violência, respeito mútuo e a importância da afetividade, tendo como foco as relações humanas.
Ø  Aprender e saber respeitar as diferenças físicas e psicológicas que existem entre as pessoas;


6. Procedimentos metodológicos

Ø  Reuniões;
Ø  Momentos de estudo;
Ø  Dinâmicas;
Ø  Confecção de cartazes;
Ø  Produção textual;
Ø  Dramatizações;
Ø  Contação de histórias;
Ø  Debates e discussões;
Ø  Criar regras de boa vivencia;
Ø  Músicas;
Ø  Vídeos;


7. SUGESTÃO DE ATIVIDADES

Ø  Realizar momento de estudo com os professores sobre o bullying;
Ø  Palestra com pais, alunos e professores para divulgar o conceito de bullying e suas implicações;
Ø  Leitura de notícias sobre o assunto com os alunos;
Ø  Debates com os alunos sobre as notícias lidas;
Ø  Dramatização do gibi: Bullying: Isso não é brincadeira;
Ø  Trabalhar sobre pessoas famosas que sofreram com o bullying e conseguiram vencer os preconceitos.
Ø  Assistir aos vídeos propostos no projeto com os alunos e promover debates sobre os mesmos;
Ø  Produção de texto com os alunos sobre: O que não gosto que façam comigo acompanhados de um debate incentivando o respeito à forma como o outro não gosta de ser tratado;
Ø  Elaboração de cartazes contra o bullying para expor na escola e comunidade;
Ø  Trabalhar valores com os alunos dando ênfase ao respeito e tolerância e temperança.
Ø  Trabalhar com os alunos o respeito às diferenças;
Ø  Elaborar regras de boa vivencia em cada sala de aula;
Ø  Realizar a dinâmica do Anjo da guarda em cada turma durante todo o ano;
Ø  Propor a criação de paródias e ou poesias sobre o tema para montagem de livrinhos.
Ø  Aplicar questionário aos alunos para conhecer as vítimas na escola.

8. DESENVOLVIMENTO

1º Momento: realizar momento de estudo com os professores para apresentar o projeto e falar sobre o bullying;
            2º Momento: Apresentação do projeto através de palestra com pais, alunos e professores, neste momento deverá falar sobre o bullying e suas complicações para as crianças e o objetivo do projeto;
            3º Momento: Trabalhar com os alunos em sala de aula para falar sobre o bullying e trabalhar os valores principalmente Respeito, Tolerância e Temperança;


10.  AVALIAÇÃO:

A avaliação acontecerá ao longo do desenvolvimento do projeto através da observação do desempenho e interesse dos alunos

11. CULMINÂNCIA:

            Os alunos deverão apresentar para a comunidade o trabalho desenvolvido através de passeatas, dramatizações; declamação de poesias e apresentações musicais.


                                         








































Sofrendo em Silêncio
Mobilize
Composição: Adriele Lima / Lélio Calhau


No silêncio do meu quarto ninguém pode ver
O tanto que palavras fazem sofrer
Por ser diferente as pessoas acham que
Podem ferir alguém como se não fosse nada
Você pode respeitar e é capaz de amar alguém que sofre em silêncio?
Você pode respeitar e pode entender que bullying fere a alma?
Todos diziam que era brincadeira
Enquanto eu sofria em silêncio
Por ser excluído eu me afastava sem esperar
Que pudesse explicar o que havia de errado
Você pode respeitar e é capaz de amar alguém que sofre em silêncio?
Você pode respeitar e pode entender que bullying fere a alma?
Seu filho pode ser a vítima
Seu filho pode ser o agressor
Mas terá chance (terá chance)
Se todos puderem respeitar e serem capazes de amar alguém que sofre
Se todos puderem respeitar e entender que bullying fere a alma
Quero saber se você é capaz de ajudar alguém assim






                         









Bullying

Se você se acha o valentão.
Cuidado!
Quem é o valentão acaba no chão.

Se você bate nos pequenos.
Cuidado!
Eles crescerão.

Se você fala mal ou ofende alguém.
Cuidado!
Alguém pode ofender você.

Olhe-se no espelho!
O espelho não mente você é um Ser humano.
Então, não haja como se fosse um animal.

Todos nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus.
Deus não quer ver a sua imagem e semelhança brigando,
xingando e apelidando o próximo.
Somos Iguais!

Seja uma pessoa civilizada.
Diga não ao Bullying!
Diga não à violência!



Dinâmica das flores



A professora chega à classe com um ramalhete de flores diversificadas e alegremente fala: “Hoje trouxe flores para cada um de vocês”!
Mas por que será?
Vamos, antes, conversar sobre a beleza que cada uma destas flores possui.
João, que beleza você vê na margarida?
“E você, Gisele, fale-nos o que há de bonito na camélia...”.
Após toda exploração, a docente distribui as flores no meio do círculo de crianças e fala: “As flores são como as pessoas”.
Uma é diferente da outra. Existe a flor vermelha, a branca, a flor comprida, a baixa... Mas todas são flores e possuem a sua beleza.
Existe a pessoa gorda, magra, alta, baixa... Mas “todas são pessoas e possuem a sua beleza”.
Nesse momento a professora pode refletir alguns valores como: respeito, a amizade e compreensão e solicitar, então, que cada aluno escolha uma das flores para levar para casa como marco dessa reflexão.
Essa é uma das muitas vivências que se pode fazer com os pais numa reunião ou explicar para a mãe, citada no exemplo acima, que essa será a estratégia utilizada pela professora.


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